CRÓNICA DA ALTERNATIVA DE DUARTE FERNANDES
Realizou-se na noite
de 6 de agosto de 2026, no Campo pequeno, uma corria histórica para Duarte
Fernandes, o dia da sua alternativa, apadrinhado pelo seu tio Rui Fernandes e
pelo rejoneador Diego Ventura. Nessa
noite os toiros da Ganadaria Maria Guiomar Cortes Moura foram pegados pelo
Grupo de Forcados do Aposento da Moita e Pelo Grupo de Forcados Amadores de
Turlock.
A primeira grande
ovação da noite foi na cerimonia de alternativa de Duarte, e seguidamente, mostrou
que estava preparado para este momento, tendo momentos de muito bom toureio,
com ferros de praça a praça, que aqueceu logo o público, o que sendo o primeiro
toiro muitas vezes é complicado, também se notou algum nervosismo por parte do
cavaleiro, o que já se esperado, mas conseguiu realizar uma lide interessante e
completa perante o melhor toiro da corrida.
No seu segundo toiro,
já mais calmo, conseguiu estar ainda melhor e mostrar que tem um bom mestre e
uma boa escola, com cavalos muito vistosos conseguiu levar o toiro para o seu
terreno, apesar de o mesmo não ter ajudado muito, de destacar os dois últimos
ferros curtos do novo cavaleiro tauromáquico.
Seu tio Rui, num dia
também emotivo para ele, esteve muito correto no primeiro do seu lote, apesar
de o toiro não dar muito jogo e dificultar ao início, o cavaleiro da Charneca
da Caparica consegui cravar alguns ferros de boa nota, falhando também em alguma
cravagem, ficando descaídos.
No seu ultimo toiro
esteve um bocadinho acima do nível do anterior, também devido ao que o toiro
era mais mexido, o que proporcionou também a rui uma lide mais bonita ao olho
do aficionado, ferros mais centrados, ladeamentos e piruetas na cara do toiro,
o que o cavaleiro sempre nos habitou.
O terceiro cavaleiro a
sair em praça foi Diego Ventura, numa primeira lide que foi bastante difícil,
porque não se consegui entender bem com o toiro, só a meio da lide é que
conseguiu fazer a lide que desejava, mostrando que tem umas das melhores
montadas do mundo, apesar de isto, não conseguiu triunfar totalmente neste
toiro, ficando secalhar aquém do seu nível.
No seu ultimo toiro
sabia que tinha que dar tudo para sair de lá com um triunfo, e na minha opinião
conseguiu mostrar tudo o que tinha, e que o faz ser o cavaleiro que é, apesar
de mais uma vez, o toiro não o ter ajudado, já que era paradinho, e fechava-se
um bocadinho, há que destacar os 3 ultimos ferros curtos de Diego, de muito boa
nota e a fazer o publico levantar-se do seu lugar, principalmente no ultimo, já
que tirou o estribo ao cavalo.
No capítulo das pegas,
foi uma noite tranquila no geral.
Do Aposento da moita
foram caras: O Cabo Luis Canto Moniz, ao primeiro intento, com o grupo coeso a
ajudar.
Antonio Lopes Cardoso,
ao segundo intento, a um toiro que não queria arrancar por nada, o que fez a
pega ser demorada.
André silva, ao
primeiro intento, numa pega brindada ao grupo de Turlock
Pelo grupo da
Califórnia foram caras: Bryce Rocha, ao quarto intento e a sesgo, numa pega em
que o grupo teve certas dificuldades, mais das que se previam.
Joseph Pereira, ao
primeiro intento, numa pega com muito brilhantismo.
E no ultimo toiro da
corrida, pegou o forcado Fábio Vieira, ao primeiro intento, que saiu lesionado,
mas a meio da volta a arena do cavaleiro foi ter com o mesmo, para também ser
aplaudido.
No final da noite,
Duarte Fernandes saiu a ombros pela porta grande, numa noite de festa, numa
praça esgotada, e na qual, infelizmente só faltou toiro.
Agradecimento especial à empresa do Campo Pequeno pela forma como nos recebeu para a reportagem.
Crónica e fotos
Simão Foles


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